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31 de março de 2012

Cada momento


Por Ábia Costa

Em cada momento...
Uma intensa saudade invade meu peito
Saudade do teu sorriso encantador,
Do teu olhar meigo e de menino levado
Saudade do teu aconchegante abraço
Saudade daquele carinho antigo
e de conversas que, muitas vezes, foram nas madrugadas.
E em cada momento que
sorris meu coração pula de alegria
de ver em ti a felicidade que busco no alguém imperfeito,
mas leal que te tornaste em épocas não tão longínquas.
E ao me perguntar onde tais épocas ficaram no tempo
Lembro-me de episódio poucos, mas intensos
Em que ao teu lado vivi
E tento procurar aquele abraço que ficou suspenso no tempo
Ou será que o tempo ficou suspenso quando eu
em um momento de carinho estava em teus braços?
Pedindo para que aquele tempo volte, ou fique parado.
Em cada momento, na memória há guardada a sensação de ter por perto,
de sentir teu cheiro, de risos e momentos.
Devemos aproveitar enquanto as pessoas estão por perto,
pois algumas vezes a saudade não pode ser remediada
E ela dói mais que tudo na vida
E em cada momento
Espero que possamos estar juntos talvez
Nem que seja por um segundo, para que eu possa
eternizar a sensação de te ter só pra mim
a cada momento...


Para meu grande amigo Laércio Junior, te amo muito.



17 de fevereiro de 2012

Março é no Cine CCBEU


Para melhor visualização clique AQUI 

9 de fevereiro de 2012

A experiência estética em "A árvore da vida"


Não sou uma profunda conhecedora de artes, apenas uma grande apreciadora da mesma, sou intensamente apaixonada por arte de forma geral, em especial a cinematográfica, meu caso de amor com a 7ª arte vem de longo tempo, mas se intensificou após minha entrada na faculdade e a oportunidade de trabalhar em um projeto dentro dela que envolvia o ensino da linguagem através do cinema.

Gosto de me entregar à experiência estética, assim como para Schopenhauer, para mim ela tem efeito libertador e de profunda satisfação, quem já teve algum tipo de experiência estética, sabe muito bem do que estou falando (não tenho a pretensão discutir aqui o que é uma experiência estética).
Confesso que estava evitando assistir A árvore da vida, não por falta de vontade, mas por medo de que com tantas expectativas criadas em torno do filme de Terrence Malick, eu me decepcionasse e não fosse realmente tudo o que eu esperava, já tive algumas experiências semelhantes.

No dia em que realmente resolvi assistir, um dos críticos de cinema de Belém, membro da ACCPA (Associação de Críticos de Cinema do Pará) disse antes de começar a sessão que não devíamos intelectualizar o filme, mas que primeiramente deveríamos nos entregar às sensações que este nos proporcionaria; fiquei intrigada, e também depois que comecei a trabalhar com análise de filmes dentro da universidade é muito difícil eu conseguir assistir um filme sem analisá-lo, mas eu realmente tentei desligar o intelecto e deixar fluir apenas as emoções. O resultado foi algo extraordinário.

Fazia muito tempo em que eu não obtinha uma experiência estética tão intensa, me senti em um plano superior, quase transcendente (isso não significa que eu acredite em transcendência, apenas me entreguei a uma sensação puramente emocional), sei que se eu fosse religiosa a experiência teria sido ainda mais intensa.

Malick é ousado, como em todos os seus filmes, é um diretor perfeccionista, refinado e anti-social, ele não permite imprensa em seu set, raramente concede entrevistas, e em 30 anos de carreira produziu somente seis filmes, e todos considerados obras primas pela crítica, podemos assim ter uma ideia do nível do diretor.

Em A árvore da vida não podia ser diferente, Malick nos faz mergulhar no universo e não apenas cientifico, mostrando o big ben e o mundo povoado por dinossauros, mas também nos mostra o universo das relações entre pai e filho, essa relação que ao mesmo tempo é tão amorosa e conflituosa, nos mostra a dor da perda de um filho e das relações complicadas que podem existir em uma família. Além disso, também mostra a relação do homem para com deus (que, segundo os religiosos, também é uma relação entre pai e filho), esta relação é cheia de questionamentos, e ainda assim de resignação perante a autoridade paterna, bem como refúgio para a dor.




As cenas do universo sendo formado com uma trilha sonora impecável, de alguma forma me fizeram lembrar 2001, uma odisséia no espaço de Kubrick, a sensação de magnitude, nos faz mergulhar em sensações únicas nos levando a uma experiência estética singular.


Contando com atores renomados como Brad Pitt e Sean Penn, A árvore da vida é um dos indicados ao Oscar deste ano, em categorias como Melhor Filmes, Melhor Diretor e Melhor Fotografia. Espero que a academia este ano, deixe as políticas de interesse de lado e premie quem realmente merece.

Se você ainda não assistiu A árvore da vida, assista e se entregue a esse delicioso prazer estético que o filme é capaz de nos proporcionar

Ábia Costa

21 de janeiro de 2012

Vaidade




Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!


Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!


Sonho que sou Alguém cá neste mundo ...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!


E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho ... E não sou nada! ...

Florbela Espanca

16 de janeiro de 2012

Sonhar em segredo

O livro Os famosos e os duendes da morte, de Ismael Canepelle que deu origem ao filme de mesmo nome dirigido por Esmir Filho é um mergulho na alma de um adolescente no interior do Rio Grande do Sul, o filme narrado em primeira pessoa, com o foco narrativo - segundo Norma Friedman - eu-protagonista, nos mostra a sensibilidade de uma mente um tanto quanto depressiva, seus conflitos, sua construção identitária, sua vida...é um retrato da alma do protagonista que não é nomeado. O filme não fica atrás, com uma poética interessante, é um "cinema sensorial" como diz Esmir Filho em uma de suas entrevistas; realmente é difícil não sentir a dor do personagem, não mergulhar fundo no seu dia-a-dia e muito mais que isso, sentir o que ele sente. Nunca vi um filme brasileiro com tamanha sensibilidade. Minha intensão aqui não é fazer uma resenha do filme ou do livro e sim falar um pouco do que eu senti em um dos filmes que mais marcaram minha vida.
Se identificar com o trio de personagens principal é fácil, mas entendê-los e senti-los é uma tarefa para poucos. A ponte tem um significado especial para eles, e acaba se tornando algo especial para nós também, ela vem a ser como uma protagonista do livro, parece que tudo gira em torno dela e é nela que vidas são decididas. Os famosos e os duendes da morte é um mergulho dentro de nós mesmos, e até onde a ponte pode ser uma ameaça ou uma salvação para nós, ela pode configurar vários aspectos em nossas vidas.
É um livro que vale a pena ser lido, um filme que vale a pena ser assistido.
E que somente pessoas sensíveis são capazes de entender a poética em suas páginas e imagens.
Ao som de Bob Dylan e Nelo Johann nos leva para dentro de nós mesmos.









Fragmentos de "Os famosos e os duendes da morte", livro de Ismael Canepelle e filme de Esmir Filho

"Naquela cidade, cada um sonhava em segredo, o menino sem nome conheceu a garota sem pernas, ela não tinha pernas, mas mesmo assim não precisava de ninguém para ir embora"

"A tua boca se abrindo era o meu sorriso querendo surgir. Os teus olhos chorando eram as minhas vontades que um dia tu também sentiu"

"Segurando forte na tua mão sem entender que todas as vidas são solitárias"

"Sem nunca saber que nossos olhos carregavam as mesmas lágrimas, as nossas mãos traziam as mesmas despedidas"

"Sem saber que a pior do é a dos que voltam. E a dos que ficam. A dor do que não tentaram e não conseguiram"

12 de janeiro de 2012

Apenas compreenda...



Está na hora de aprendermos a respeitar a opinião e crença dos outros; está na hora de sermos mais humanos e termos mais compaixão; está na hora de aprender a dizer "obrigado", "por favor".
Essas são coisas simples e tão difíceis de serem compartilhadas entre os seres humanos, um grupo de pessoas não é superior aos demais, não devemos impor nossas opiniões, pensamentos, crenças aos demais.
Cada um deve ser livre para seguir o caminho que assim o desejar.
Já vivemos em uma sociedade manipuladora, que todo o tempo nos influencia, desde o momento em que nascemos devemos nos adequar a ela. As pessoas não estão ao seu redor para fazer as suas vontades, e nem você deve fazer as delas.
Precisamos acertar nosso caminho para a felicidade, sem ilusões de que ela exista.
Felicidade é ausência de dor - emocional - mas é essa tal dor que nos torna cada vez mais seres humanos, é a dor que nos sensibiliza e faz-nos querer sermos pessoas melhores para construir uma sociedade mais justa.
Enquanto formos egoístas ao ponto de querer impor aquilos que acreditamos aos outros, viveremos em uma sociedade em que sempre haverá opressões. Devemos e queremos ser livres, mas essa liberdade começa dentro de você, não deixe que os outros digam qual caminho você deve seguir, a vida é sua e de mais ninguém e ela é curta demais para você perder tempo sendo outra pessoa.

30 de dezembro de 2011

Onde habitam as flores*

Por Ábia Costa


Aqui está tão frio
e silencioso.
Tudo é tão cinza.


Onde estará o sol?
Onde habitam as flores?
Onde estarão as cores?


E meu coração que
por ai está perdido
em busca de algo
que nem ele sabe o que é.


Acordei e está tão frio
o ar rarefeito
e eu chamando por alguém
mas a solidão é a única realidade
que me cerca


Onde estarão as flores que
deveriam me pertencer?
Onde estará você?
Onde está o calor e a alegria?
Onde...
Onde habitam as flores?


*ao som de Nelo Johann

28 de novembro de 2011

O guerreiro - Sistema em Xeque





O guerreiro caído é um homem educado
ele pede e você fica calado
você xinga ele e ele te diz obrigado

A batalha é travada entre cães e a construção
armas obsoletas como o amor e a compaixão
sob o sol incandescente, fome e desolação 
e apenas o destino como seu anfitrião!

Lutar pra viver é saber "que sozinho vai padecer"
amar você e perceber "é mais difícil do que pode parecer"

O guerreiro caído não é considerado mártir
ele sabe que já não faz parte
dessa droga chamada sociedade!

Homem invisível anda como moribundo
tentado todos os dias à entrar no submundo
sob a mira de armas e um som agudo
o choro de crianças os soldados do futuro!

Lutar pra viver é saber "que sozinho vai padecer"
amar você e perceber "é mais difícil do que pode parecer"

"Cansado de lutar uma batalha perdida onde uns não enxergam mais os outros,
sofria pois políticos continuam à causar guerras regidas pela ignorância e hipocrisia, venho aqui dizer que estou à postos pra lutar na batalha onde só aumentam os corpos, venho aqui dizer que estou com medo pois ser recrutado nunca foi meu desejo!"

Por Luiz Veríssimo


PS: Apresentando mais um banda de um outro amigo meu, já tinha apresentado a Império Três por Quatro, agora um pouco de Sistema em Xeque pra vocês =D

APJCC faz mostra dos melhores de 2011

A Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, comemora seu quarto ano fazendo uma mostra dos melhores filmes de 2011, eleitos por eles


Confira a programação: 



27 de novembro de 2011

Além da Estrada

O filme Além da Estrada, uma co-produção de Brasil e Uruguai, estreia nesta quarta-feira 30/11, às 19hs, no Cine Líbero Luxardo. Vale a pena conferir:



Sinopse: Sem perspectivas, Santiago decide ir ao Uruguai conhecer um terreno deixado por seus pais mortos tragicamente alguns anos antes. Na chegada ele encontra Juliette, uma jovem belga em busca de um amor do passado e de uma nova vida. O que parecia ser uma simples carona acaba se transformando em uma breve, porém intensa, jornada. Visitando paisagens e pessoas perdidas no tempo, eles dividem experiências que acabam por aproximá-los.


Trailer




Serviço:

Cine Líbero Luxardo / Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves
Endereço: Av. Gentil Bittencourt, 650 térreo
Informações: (91) 3202 4321 / cinelibero@gmail.com

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