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16 de dezembro de 2010

Alma, por Ábia Costa



Para melhor visualização clique aqui

6 de dezembro de 2010

Eternizar


E todas as noites
visita-me em meus sonhos
e eu quero poder morrer dentro deles
para poder eternizar
cada momento em tua presença.

Ábia Costa

5 de dezembro de 2010

Reticências

Por Ábia Costa


Não tenho culpa pelas coisas que acontecem, e elas me afetam.
Não tenho culpa por não conseguir mais sorrir como antes.
Me faço de forte, visto a armadura, endureço a expressão em meu rosto e sigo.
Mas dentro de mim o que reina é deserto, 
chão seco molhado por minhas lágrimas, 
regado pela minha tristeza,
castigado pela minha solidão.
Tento me reerguer e mostrar minhas virtudes,
tento apenas não desvanecer e continuar lutando.
Tento fazer as coisas de maneira correta.
Tento apenas ser boa e fazer a diferença.
Quero deixar minha marca na história,
e se nem isso consigo, tento deixá-la em vidas;
na sua vida.
E eu apenas tento, conseguir já é outra história

29 de novembro de 2010

Eu ainda tento entender, por Ábia Costa

E é tão difícil explicar este amor
Quando em cada momento tento o entender
Sinto apenas isso
Nem sei o que dizer
Sinto saudades
Saudade do teu cheiro
Tão único tão marcante
Do teu olhar, às vezes perdido
Às vezes penetrante, às vezes apaixonado (?)
Saudade do teu abraço
Pois em toda minha vida
Jamais encontrei abraço como teu
E em minha morte,
ah quem dera eu
poder morrer perdida em teus braços
afogada em teu abraço
vendo-te me olhar
de maneira tão simples, tão terna, tão tua
e assim morrerei feliz
ainda tentando entender a dimensão deste amor

18 de novembro de 2010

Entender...


"Só quem entende a morte é capaz de valorizar a vida.



Ábia Costa

14 de novembro de 2010

E eu ainda sofro a desilusão daquele amor

Por Ábia Costa

  

É madrugada, e as lembranças de sua voz ao telefone
Vem-me a cabeça
Das promessas não cumpridas,
Dos beijos nunca beijados,
Dos braços que não encontraram os abraços.

Só resta a saudade.
Saudade da cumplicidade,
Das confidencias,
Dos risos.
Tão distantes e ao mesmo tempo tão pertos.
Tão estranhos e ao mesmo tempo tão íntimos

E o que resta hoje é o rancor da defraudação,
O desprezo mútuo,
O incomodo da tua voz.

E eu jamais vou me perdoar  por tudo o que eu deixei acontecer

4 de novembro de 2010

Silêncio

Via : Hamyssés Cardoso


Quando estamos quietos, nos damos conta de que alguém (ou alguma coisa) está procurando nos ensinar. Sempre que conseguimos parar nosso diálogo interior, algo de extraordinário termina acontecendo em nossas vidas. Descobrimos coisas que jamais pensamos conscientemente, mas que estão ali, prontas para nos ajudar.
Entretanto, o difícil mesmo é conseguir atingir este silêncio – nossa cabeça vive ocupada com músicas, listas, coisas para fazer, preocupações, notícias de jornais, cálculos matemáticos sobre nossas possibilidades financeiras.
Se conseguirmos deter este fluxo inútil de reflexões que não nos conduzem a lugar nenhum, tudo passa a ser possível.

17 de outubro de 2010

IFNOPAP - Fortalecendo a cultura da Amazônia Paraense


O IFNOPAP (O imaginário das formas narrativas orais populares da Amazônia paraense) do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA, coordenado pela profa. Socorro Simões, desde 1994.
Hoje é o maior projeto integrado dentro da Universidade Federal do Pará. Com um enorme acervo onde conta narrativas populares, hoje o IFNOPAP conta com alunos tanto de graduação quanto de pós-graduação do curso de Letras.Tal Projeto visa fortalecer a cultura da Amazônia Paraense, procurando registrar as narrativas do imaginário deste povo simples.


Do projeto que colhia histórias sobre mitos amazônicos, por meio de expedições realizadas nos rios do interior do Estado, nasceu o ímpeto de fazer mais: “incentivar o desenvolvimento de competências com vistas à produção de conhecimento e a melhoria do padrão de vida das populações ribeirinhas da Amazônia paraense através de ações acadêmicas voltadas para a formação e qualificação de recursos humanos, desenvolvidas no próprio barco de viagem”, explica Socorro.

            Portal UFPA
            IFNOPAP

9 de outubro de 2010

Simplesmente Che



"O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade".


Ernesto Che Guevara

3 de outubro de 2010

Cinema sob à luz da psicanálise

Por Ábia Costa


No começo deste ano, descobri um blog, onde juntava duas coisas as quais eu sou apaixonada: cinema e psicanálise. Ao ler as análises dos filmes, me tornei grande fã de seu dono e autor: Renato Hemesath, 22 anos, morador da cidade de São Paulo, onde cursa o 3º ano de Psicologia, cinéfilo, com preferência por filmes em preto e branco, não esconde de ninguém sua enorme admiração por Audrey Hepburn (anos 50, 60, 70 e 80), apreciador de dias frios e nublados e de grande variedade de chás. Além de tudo isso, Renato arranja um tempinho para escrever suas análises cinematográficas e nos concedeu uma entevista exclusiva, onde fala de suas inspirações, gostos e claro cinema e psicanálise através do Cine Freud.


Pergunta: Como surgiu a ideia de criar um blog juntando psicanálise e cinema?
Renato Hemesath: A princípio não havia uma idéia estruturada, eu tinha apenas um nome em mente: Cine Freud, que tal? Neste primeiro momento, constatei que não havia nenhum trabalho na internet que apresentasse esses dois eixos, que falasse ousadamente sobre cinema e psicanálise. Portanto, nada mais propício do que investir em algo inovador! desde então, alguns elementos já eram fundamentais para mim: zelo, autenticidade, ousadia e bom humor. E foi assim que aconteceu, o resultado vocês podem constatar hoje.



P: Como você acha que a psicanálise é encarada atualmente?
R.H: Eu acredito que a psicanálise tem sido encarada com um enfoque mais amplo. Hoje esta é vista tanto enquanto demanda clínica como quanto uma visão que estuda o sujeito e suas formas de subjetivação em relação a seu desejo. Mas ainda assim, pensamentos retrógrados e idéias limitadas quanto a prática clínica são propagadas entre as pessoas. Vejo que, de certo modo, ainda há profissionais que a veêm como uma técnica focada unicamente o sintoma do sujeito, quando, na realidade, o trabalho analítico vai muito além disso porque visa responsabilizar o sujeito na orientação de seu próprio desejo. A Teoria, em suas diferentes escolas (clássica, inglesa, americana e francesa) se mostra propícia e válida para pensarmos as questões atuais do mundo.


P: Você aborda vários temas de filmes, como faz a seleção dos filmes que serão analisados?
R.H: Não há uma fórmula determinada, não. Eu busco escrever sobre filmes que de algum modo me causaram impacto. Não há como eu ser indiferente em relação a um título selecionado, pois se assim fosse, não fluiria. Frequentemente me oriento pela temática, tendo em vista o que poderei abordar em termos psicanalíticos, mas há outros critérios também: há diretores que tem um estilo muito atraente, fotografias belíssimas, assim como há filmes que são polêmicos e excelentes para propagar novos burburinhos a seu respeito. Sempre escrevo em blocos de cinco ou seis resenhas, é o modo como me organizo. Depois estes textos são revisados pela Elisângela Alves, uma amiga que gentilmente os lê e os rabisca, rs. E após uma revisão final e inserção das fotos (também editadas por mim), está pronto!


P: Você usa as análises que escreve para o blog para sua vida acadêmica?
R.H: Eu faço um uso indireto. Até então não realizei nenhuma apresentação literal sobre algum filme que tenha escrito, mas eles me orientam na elaboração de outros trabalhos. O cinema está sempre presente em tudo o que faço, desde as atividades da graduação até as super conversas e encontros nos cafés aqui em SP.


P: De todos os filmes analisados, qual foi o que você mais gostou de analisar?
R.H: Há um que foi muito sensacional: "Bem vindo à Casa de Bonecas", de 1995 do Todd Solondz. (Vejam: Análise "Bem vindo à Casa de Boncas")
Quem me conhece sabe o quanto eu super amo todo o trabalho do Todd Solondz. ele é fenomenal, é minha maior referência em humor negro. Escrever sobre este filme foi fantástico! a história por si só é encantadora, mas principalmente pela oportunidade de abordar sobre o lugar daqueles que socialmente são silenciados pela ação de um outro, foi o momento de tirar máscaras e mostrar, em concordância com Todd, que socialmente é eleito o lugar daqueles que nada-são.



P: Sabemos que o blog está passando por uma reformulação, podemos saber algumas das novidades?
R.H:
Ah claro que sim. Decidi que seria preciso mudar algumas coisas de lugar e rever algumas questões. Agora, o site possui domínio próprio e estou reformulando o layout e aprendendo novas técnicas gráficas, já que todo o design da página é desenhado por mim. Sinto também que será muito interessante mudar gradativamente a estrutura das resenhas, logo o fio narrativo tem se modificado, a ênfase para os próximos trabalhos será escrever as resenhas pautando-se na análise dos discursos e do simbolismo presente nos filmes. E claro, logo faremos 1 ano, e essa data será super comemorada.


P: O "Cine Freud" completa um ano em novembro, quais são suas metas para o futuro? acredita que até aqui, o blog chegou onde você queria?
R.H: Há muito trabalho pela frente! o Cine Freud ainda tricotará muito mais! Eu super acredito e me enxergo naquilo que realizo e assim, juntamente com as pessoas queridas que conheci nestes últimos meses, pretendo continuar, como diz uma amiga: Avanti! É uma marca que faço questão que seja deixada.
Sim, o blog atingiu um ideal previamente sonhado. Quando comecei a escrever e editar todo o trabalho não tinha certeza se a proposta daria certo ou não, assim como não imaginava que encontraria um público tão receptivo e disposto a pensar o cinema sobre este enfoque analítico. Mas quero algo ainda mais ousado e serão os próximos meses que permitirão que isso ocorra. Afinal, quando você acredita de verdade que é capaz de realizar, não há nada que possa afastá-lo deste ideal.





Siga o TwitterCine Freud

Gostaria de agradecer ao Renato Hamesath por me conceder a entrevista

1 de outubro de 2010

A construção identitária dentro do filme "O Show de Truman"

Reflexões da pesquisa em andamento do projeto MovieCal/Infocentros, coordenado pelo Profº Dr.Fernando de Moraes Gebra, na Universidade Federal do Pará.



Por Ábia Costa

Em "O Show de Truman", existem vários aspectos a serem discutidos, em especial a questão da identidade da personagem principal do filme. Quem era Truman? Todos pareciam saber, acompanhavam seu dia-a-dia, suas emoções, vivências e construção de valores no decorrer dos anos, todos o conheciam, exceto o próprio Truman.
Uma das figuras centrais, o diretor do reality show em que o filme é ambientado, que se considerava pai, ou seja, "dono" de Truman, construiu um mundo que ele julgava perfeito. Truman vivia em uma sociedade hipócrita onde todos o enganavam e o manipulavam. Seu melhor amigo, seus pais, sua esposa eram atores e estavam ali pela fama e dinheiro e não por Truman.
Com o tempo a personagem principal começa a questionar sobre o mundo em que estava vivendo, quem ele realmente era e o contexto no qual estava inserido. Sua vontade de desbravar horizontes era tamanha que ele enfrentou seus próprios medos em busca de conhecimento não somente, de si mesmo, mas de novos lugares onde pudesse se inserir.
Esta busca de Truman, fez com que seu "dono", o diretor tentasse, de todas as formas, mantê-lo preso, mas a procura de Truman por sua verdadeira identidade e novas coisas, foi ainda mais intensa, e isto é percebido no diálogo que ele desenvolve com o diretor, quando Truman em sua ânsia pergunta: "Quem sou eu?". Tal pergunta não foi satisfeita com a resposta do diretor, pois este o via apenas como um produto o qual era vendido pela mídia; ao responder "Você é o astro", o diretor ignora a humanidade de Truman e sua identidade como pessoa.
Não satisfeito com a reposta, Truman resolve sair do seu mundo, em busca de si, e de sua própria personalidade. Esta busca porém é infindável dentro de nós, daí o filme terminar no momento em que Truman começa a viver sua vida de verdade, sem câmeras, atores e cenários. Vivemos nesta busca por quem somos.

26 de setembro de 2010

Frases de Fernando Anintelli, O Teatro Mágico

"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!"

"Quando vi que rimar amor com humor funcionava, não só na estética e na melodia, mas no sentido que aquilo tinha pra mim, nunca mais parei de fazer música"

"Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível"


" Quando estou no palco, faço questão de frisar que aquele ali sou eu, não é um palhaço ou outro personagem qualquer".

"ser o que se é, afinal todos somos raros e temos que ter consciência disso"


Fernando Anitelli

20 de setembro de 2010

Vivo arte.mov Belém

Acontece em Belém dos dias 22 a 26 de setembro o  Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis que trás workshop, exposições, mostras audiovisuais e performances.
É a primeira vez que o festival acontece em terras paraenses, e está em sua quinta edição nacional, a abertura será nesta quarta-feira (Dia Mundial Sem Carro) com uma passeata de bicicletas, saindo às 19h da frente do Mercado de São Brás.




A programação você pode encontrar aqui


Fonte: Guiart.com.br   


Site Oficial : Vivo Arte.Mov

18 de setembro de 2010

Um encontro histórico, por Ábia Costa

Benendito Nunes

Eram 10:30hs da manhã, no mini-auditório do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará, um abraço caloroso entre dois dos maiores intelectuais do Brasil e de Portugal, de um lado Benedito Nunes, já com seus 81 anos, e uma vasta bibliografia, paraense de Belém, professor, filósofo, escritor, crítico e ensaísta, Benedito Nunes especializou-se em analisar obras de grandes escritores, como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger. Intelectual, recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 1987 (na categoria
Estudos Literários, com Passagem para o Poético - Filosofia e Poesia Heidegger), pela Câmara Brasileira do Livro, e o título de Professor Emérito da Universidade do Pará, em 1998.Bem como o prêmio Machado de Assis em 2010.

Eduardo Lourenço

Do outro lado, Eduardo Lourenço, ao 87 anos, português, considerado um dos maiores ensaísta de Portugal, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Coimbra, também premiado, com o Prêmio Camões,dentre outros, grande amigo de José Saramago, e assim como Benedito Nunes, autor de vários ensaios para a revista portuguesa Colóquio Letras.
Ao se sentarem, os dois discorreram conversas sobre Heidegger, Fernando Pessoa e José Saramago, dentre tantas outras coisas, que fizeram uma hora e meia de conversa, ser pouco para esbanjar tanto conhecimento.
Juntando, tanto conhecimento, o encontro foi, além de emocionante, de grande admiração da parte dos estudantes presentes...com certeza foi um encontro inesquecível

11 de setembro de 2010

Projetos, estudos e Mário Faustino, por Ábia Costa

Mário Faustino (Terezina-22/10/1930, Lima-27/11/1962)



Olá queridos, não estou postando com tanta freqüência, devido a minha dedicação aos meus estudos na faculdade, mas isso não significa que abandonei meu blog, o cantinho que tanto amo, peço-lhes que não me abandonem, rs, e tenham um pouco de paciência...vida de universitário não é fácil, em breve vou colocar aqui ótimas notícias, e algumas coisas com relação ao projeto que estou participando na universidade sobre cinema e literatura, enquanto isso, deixo-vos com a poesia de um poeta, que foi um dos maiores aqui no Brasil e em Belém do Pará também: Mário Faustino.


ROMANCE


Para as Festas da Agonia
Vi-te chegar, como havia

Sonhando já que chegasses:

Vinha teu vulto tão belo

Em teu cavalo amarelo,

Anjo meu, que, se me amasses,

Em teu cavalo eu partira

Sem saudade, pena, ou ira;

Teu cavalo, que amarraras

Ao tronco de minha glória

E pastava-me a memória

Feno de ouro, gramas raras.

Era tão cálido o peito

Angélico, onde meu leito

Me deixaste então fazer,

Que pude esquecer a cor

Dos olhos da Vida e a dor

Que o Sono vinha trazer.

Tão celeste foi a Festa,

Tão fino o Anjo, e a Besta

Onde montei tão serena,

Que posso, Damas, dizer-vos

E a vós, Senhores, tão servos

De outra Festa mais terrena

Não morri de mala sorte,
Morri de amor pela Morte.

5 de setembro de 2010

Mais uma primavera, por Ábia Costa


Eu sinceramente acho – hoje em dia – aniversários inebriantes, pelo menos os meus, por que sou mimada por todos os lados e eu adoro ser mimada. No ultimo dia 03/09 eu comemorei mais uma primavera, na verdade a 24ª e com muito gosto, digamos que foram 24anos bem vividos ao meu modo.
Na minha adolescência sempre pensava nos aniversários como um fardo. Quando completei 17anos até minha mãe esqueceu da data, me deixando muito frustrada, era um momento de reflexão, como sempre gostei de filosofia, passava o dia tentando entender o que eu estava fazendo por aqui, por este mundo cruel e cheio de sofrimento, e era um momento de me martirizar por carregar este fardo chamado vida (sim, eu acreditava nisso); hoje ainda vejo a vida como algo um pouco estranho aos meus olhos, ainda me sinto deslocada do mundo, mas eu decidi algo, se eu estou por aqui é melhor aproveitar e se divertir, e foi isso que eu fiz, o dia 03 de setembro foi um dia muito especial, sai com amigos, assistimos o pôr-do-sol, lemos poesias, fomos a uma doceria (@TudoBolo, da nossa amiga Samara :D ) e rimos muito. Foi um momento mágico onde fui cercada de carinho e amor, e fiz este post especial para agradecer a todos que de alguma forma (por telefone, SMS, E-mail) lembraram e fizeram deste dia um dos melhore de 2010 até o momento, amei comemorar meu aniversário com vocês e quem sabe comemoraremos muitos outros juntos.

31 de agosto de 2010

Dia do Blog, por Ábia Costa

Hoje é um dia especial para todos internautas que ultilizam desta ferramenta chamada Blog, que é muito útil em vários aspectos. Começei a fazer blog's em 2008, e já tive tempos em que o vício era tanto que cheguei a ter três blogs, e ser New Poster em outros quatro, mas com o tempo percebi que qualidade estava acima de qualquer coisa, e então escolhi manter somente o Vivendo e Construindo, onde ponho coisas que gosto e textos meus, compartilhando com outros internautas.
O dia 31/08 foi escolhido como o Dia do Blog, por - em certas fontes - os números parecerem formar a palavra Blog, o dia então foi marcado.
Existe um projeto denominado Blogueiros da Floresta, que tem como foco princípal divulgar as páginas de blogueiros amazônidas. No dia 29/08 houve uma encontro, onde a galera se reunião para discutir sobre o projeto, se conhecer e se divertir, provando que vamos muito além de nossas páginas na web





Blogs que eu indico:


Ateu e à toa (Ateísmo, humor, religião)
Bule Voador (blog da Liga Humanista Secular do Brasil)
Deus Ilusão (Ateísmo, ceticismo, religião)
Varal da Web (Variedades)
Cine Freud (Cinema sob à luz da psicanálise)
Multimídia Luv Life (Multimídia)
Ponto Zero (Entretenimento, cultura)
Calazine (Publicidade e Propaganda)
Mim Comigo Mesmo (Reflexões)
Artur Araújo (Tecnologia e Comunicação)
Funcional (Variedades)
Dil Santos (Poesias e Reflexões)
Ensaios Acidentais (Poesias e Prosas)
Versos Rascunhos (Literatura, Cultura, Reflexões)
Tetrapharmakos in Vitro (Ciência, Religião, Humanismo Secular, Filosofia)
Nova Heláde (Mitologia e Cultura Grega)
Blog "Amanhã ou Depois" (Poesia, Refkexõs)

Bom...eu acho que é só, aproveite a leitura, e até a próxima







29 de agosto de 2010

Solares, por Ábia Costa

  Fotos tiradas por Ábia Costa, na Estação das Docas em Belém do Pará








26 de agosto de 2010

Está chegando mais uma Feira Pan-Amazônica do Livro, por Ábia Costa

E começa a contagem regressiva para a XIV Feira Pan Amazônica do Livro, que ocorre este ano no Hangar Centro de Convenções, dos dias 27/08 à 05/09/2010, contará com 178 estandes  que irão abrigar mais de 400 expositores e diversas atividades culturais. A visitação do público começa nesta sexta (27/08), às 18h, nos demais dias será sempre das 10 às 22h.
A feira também contará com uma programação de primeira qualidade, com escritores renomados nacionalmente e muita música regional e nacional nos palcos onde sediarão shows gratuitos ao público.
Como é de costume, a Feira homenageará um país, este ano serão vários países de um continente, o tema é: "África que fala Português" homenageando Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Cabo Verde; o patrono será o poeta paraense Bruno de Menezes.
A Feira Pan-Amazônica do Livro que reuniu em 2009, cerca 510 mil pessoas durante dez dias de evento, pretende bater novo recorde de público este ano.
Estamos todos ansiosos.




Programação dos Escritores:


19h30 às 21h
28/08 –
Ariano Suassuna
29/08 – Caco Barcellos
30/08 – Mario Prata
31/08 – Marcel Souto Maior
01/09 – Carlos Heitor Cony
02/09 – Celso Antunes
03/09 – Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura
04/09 – Walcyr Carrasco
05/09 – Fernanda Young


Programçao Musical

27/08
Sexta-feira
21h - TIMBALADA

28/08
Sábado
20h - DESTRUIDORES DE TÓQUIO
21h - PAGODE DO BILÃO
22h - JORGE ARAGÃO

29/08
Domingo
20h - ORQUESTRA DE VIOLÃO CELLO DA AMAZÔNIA
21h - ALBA MARIA
22h - LEILA PINHEIRO

30/08
Segunda-feira
20h - SAMBA DE CACETE
21h - ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO DA PAZ
22h - AMAZÔNIA JAZZ BAND

31/08
Terça-feira
20h - BAMBAÊ DO ROSÁRIO
21h - PINDUCA
22h - MILTON GUEDES

01/09
Quarta-feira
20h - CAMIRANGA
21h - JAAFA REGGAE
22h - CALYPSO

02/09
Quinta-feira
20h - GAMBA
21h - SUZANA FLAG
22h - GILBERTO GIL

03/09
Sexta-feira
20h - MARABIRÉ
21h - FUNK COMO LE GUSTA
22h - LENINE

04/09
Sábado
20h - CLÃ REAL
21h - LUIZA POSSI
22h - EMILIO SANTIAGO

05/09
Domingo
20h - ADELBERT
21h - SANDRA DE SÁ
22h - MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU

PROGRAMAÇÃO COMPLETA, CLIQUE AQUI

Fonte: Feira Pan-Amazônica do Livro

É isso aí galera, Não falte!

24 de agosto de 2010

Oh desgraçada és, por Ábia Costa





Oh desgraçada
És minha alma
E o amor que te envolve
Mais desgraçado o é
Sofres e te angústias
Mereces tanta dor?
E ao meio dia
Fazes como os parses
E o sofrimento que lhe é destinado
Passará como a primavera
E dançarás com os lindos pássaros
No jardim de Flor Bela


Ábia Costa

23 de agosto de 2010

Carta sobre a felicidade, por Epicuro*

Foto tirada por Ábia Costa, na Estação das Docas em Belém do Pará, 01/08/2010



Epicuro envia suas saudações a Meneceu

Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la.
Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz.
Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem-aventurado, como sugere a percepção comum de divindade, não atribuas a ela nada que seja incompatível com a sua imortalidade, nem inadequado com a sua imortalidade, nem inadequado à sua bem-aventurança; pensa a respeito dela tudo que for capaz de conservar-lhe felicidade e imortalidade.
Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles.
Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade.
Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo portanto quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.
Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada pra nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida.
O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver não é um fardo e não-viver não é um mal.
Assim como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante, do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido, ainda que breve.
Quem aconselha o jovem a viver bem e o velho a morrer bem não passa de um tolo, não só pelo que a vida tem de agradável para ambos, mas também porque se deve ter exatamente o mesmo cuidado em honestamente viver e em honestamente morrer. Mas pior ainda é aquele que diz: bom seria não ter nascido, mas, uma vez nascido, transpor o mais depressa possível as portas do Hades.
Se ele diz isso com plena convicção, por que não se vai desta vida? Pois é livre para fazê-lo, se for esse realmente seu desejo; mas se o disse por brincadeira, foi um frívolo em falar de coisas que brincadeira não admitem.
Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais.
Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.
Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir.
É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor.
Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advém efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem.
Consideramos ainda a autossuficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos com esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.
Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.
Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não só é conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios para enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveita-la, e nos prepara para enfrentar sem temos as vicissitudes da sorte.
Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma. Não são, pois, bebidas nem banquetes contínuos, nem a posse de mulheres e rapazes, nem o sabor dos peixes ou das outras iguarias de uma mesa farta que tornam doce uma vida, mas um exame cuidadoso que investigue as causas de toda escolha e de toda rejeição e que remova as opiniões falsas em virtude das quais uma imensa perturbação toma conta dos espíritos. De todas essas coisas, a prudência é o princípio e o supremo bem, razão pela qual ela é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela que originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe vida feliz sem prudência, beleza e justiça, e que não existe prudência, beleza e justiça sem felicidade. Porque as virtudes estão intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é inseparável delas.
Na tua opinião, será que pode existir alguém mais feliz do que o sábio, que tem um juízo reverente acerca dos deuses, que se comporta de modo absolutamente indiferente perante a morte, que bem compreende a finalidade da natureza, que discerne que o bem supremo está nas coisas simples e fáceis de obter, e que o mal supremo ou dura pouco, ou só nos causa sofrimentos leves? Que nega o destino, apresentado por alguns como o senhor de tudo, já que as coisas acontecem ou por necessidade, ou por acaso, ou por vontade nossa; e que a necessidade é incoercível, o acaso, instável, enquanto nossa vontade é livre, razão pela qual nos acompanham a censura e o louvor?
Mais vale aceitar o mito dos deuses, do que ser escravo do destino dos naturalistas: o mito pelo menos nos oferece a esperança do perdão dos deuses através das homenagens que lhes prestamos, ao passo que o destino é uma necessidade inexorável.
Entendendo que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas acredita (pois um deus não faz nada ao acaso), nem algo incerto, o sábio não crê que ela proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de grandes bens e de grandes males. A seu ver, é preferível ser desafortunado e sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.
Medita, pois, todas estas coisas e muitas outras a elas congêneres, dia e noite, contigo mesmo e com teus semelhantes, e nunca mais te sentirás perturbado, quer acordado, quer dormindo, mas viverás como um deus entre os homens. Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive entre bens imortais.


 *Epicuro, foi um filósofo grego que fundou a escola epicurista que pregava o prazer como missão

Fonte: Ateus.net

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