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26 de março de 2011

Os ombros suportam o mundo

Por Carlos Drummond de Andrade
em Sentimento do Mundo - 1935


Os ombros que suportam o mundo 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. 
Tempo de absoluta depuração. 
Tempo em que não se diz mais: meu amor. 
Porque o amor resultou inútil. 
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho. 
E o coração está seco. 

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. 
Ficaste sozinho, a luz apagou-se, 
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. 
És todo certeza, já não sabes sofrer. 
E nada esperas de teus amigos. 

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? 
Teus ombros suportam o mundo 
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios 
provam apenas que a vida prossegue 
e nem todos se libertam ainda. 
Alguns, achando bárbaro o espetáculo, 
prefeririam (os delicados) morrer. 
Chegou um tempo em que não adianta morrer. 
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. 
A vida apenas, sem mistificação. 

22 de março de 2011

Para John Keats

John Keats
Meus versos, nunca chegarão a tal genialidade e arte como os versos de John Keats, nascido em outubro de 1795 na Inglaterra é considerado hoje um dos maiores poetas do período romântico, estudou medicina, mas abandonou para se dedicar inteiramente a poesia; seus primeiros livros não foram bem aceitos pela crítica o que o levou a grande frustrações, morreu aos 25 anos de idade, de tuberculose, alcançando a fama, aclamado pela crítica, e depois de ter vivido um grande amor; Foi assim que conheci John Keats, em 2010, o filme "Brilho de uma paixão" (no original Bright Star, nome de uma de suas poesias dedicada à sua amada) nos conta a história de amor vivida pelo poeta e sua vizinha, a costureira Fanny Brawne, com a qual vive momentos de ternura e paixão, assim Keats, cria um imaginário poético envolvido pela intensidade de seus sentimentos, infelizmente a paixão não pôde ser vivida em toda sua totalidade, pois o poeta acaba adoecendo de turbeculose o levando à morte, e deixando os braços vazios de sua amada, apenas molhados por lágrimas.
Fanny Brawne
Keats, me inspirou verdadeiramente, principalmente poesias como "Estrela Brilhante" e "A bela dama sem piedade" (ambas escritas para Brawne) e ofereço estes versos simples e humildes, dedicados não somente à ele como também ao seu amor vivido ao lado de Fanny Brawne.





Entre as flores do jardim
Encontrei-o calmo e sereno
Contemplava o lago
Com os olhos distantes
Perdido em seu devaneio.
Fiquei ali
Por entre os galhos das árvores
Observando-o
Decorando cada detalhe de seus lábios
Cada uma de suas expressões
Eu suspirava de amor
Perdida na imensidão de sua presença
Flutuando em seu universo
Não preciso de rimas para amá-lo
Apenas proclamar
Na brisa suava todo meu amor
Ah...como eu o amo
E em seu devaneio, ele nem imagina
O quanto é amado

Ábia Costa


19 de março de 2011

Eterno Retorno, por Medulla



Sei lá,

quando ama tem
Quando fica sem,
não sabe direito como respirar

E as coisas que agora vem, ainda trazem,

um pouco de chuva, um gosto de chuva

A coragem que o guarda tem,

quando prende alguém
não serve pra nada

Quando o amor chamar

e o desespero que com a vida vem
O amor vai além, o amor vai muito mais além

Se os dias fossem como girassóis

e nada nos fizesse esquecer
e o mundo nos deixasse por um instante a sós
e o tempo parasse só nesse instante

Se é mesmo a vida quem desata os nós

e o medo dela não nos deixa entender

O universo inteiro numa casca de noz

Impõe a lei do eterno retorno
Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Mas, vem feito coice,

Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Noite...
Sei lá,

quando ama tem
Quando fica sem.
Se é mesmo a vida quem desata os nós
(e o medo dela não nos deixa entender)

O universo inteiro numa casca de noz

Impõe a lei do eterno retorno
Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Mas, vem feito coice,

Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Noite...


“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

O Eterno Retorno - Gaia Ciência - Nietzsche

16 de março de 2011

Eu apenas queria viver este sonho


Por Ábia Costa

Eu apenas queria viver este sonho
Carregado por esta esfera linda de amor
Eu queria muito que fosse real
Entretanto nem sei mais o que é real
Vivo  em meus pensamentos
Em sonhos inalcançáveis
Em vidas perdidas
Em amores debruçados em mágoas
Molhados por lágrimas que me custaram sangue
Complexidade e simplicidade se encontram
Conversam e tentam se explicar
Mas a vida as vence, a dor as vence
Então é melhor caminhar em solidão
Olhar o vento sem o ver
Apenas sentir é a ordem
Mas sentir me levar à insanidade
E eu não sei mais o que é real
E a complexidade continua tentando se explicar
Enquanto a simplicidade apenas abaixa a cabeça e finge ouvir
Acaso nenhuma tem razão
E nesta razão estou me perdendo
Insana, caminhando, sentindo
 E como folhas, me deixo ser levada por este vento
Olho-as conversando e continuo caminhando
Elas nunca vão se entender
Mas eu também não as entendo
E vivo esta guerra aqui dentro
Quem ouvirá meu grito de dor?
Quem das colinas ouvirá os ecos da minha solidão?
E enquanto caminho tento encontrar
Mas não sei o que quero encontrar
Enquanto isso, a dor aumenta
Quem será que estará ao meu lado
Quando esta dor irromper o silêncio?
Quando minhas feridas abertas e fétidas
Explodirem em sangue?
Eu apenas continuo caminhando
E complexidade e simplicidade
Continuam conversando

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