14 de novembro de 2010

E eu ainda sofro a desilusão daquele amor

Por Ábia Costa

  

É madrugada, e as lembranças de sua voz ao telefone
Vem-me a cabeça
Das promessas não cumpridas,
Dos beijos nunca beijados,
Dos braços que não encontraram os abraços.

Só resta a saudade.
Saudade da cumplicidade,
Das confidencias,
Dos risos.
Tão distantes e ao mesmo tempo tão pertos.
Tão estranhos e ao mesmo tempo tão íntimos

E o que resta hoje é o rancor da defraudação,
O desprezo mútuo,
O incomodo da tua voz.

E eu jamais vou me perdoar  por tudo o que eu deixei acontecer

Um comentário:

Diel Nascimento disse...

Ábia ! que maravilha, tuas poesias sempre me tocam de um jeito diferente, esse trecho aqui "E eu jamais vou me perdoar por tudo o que eu deixei acontecer" diz muito de mim sempre vou fundo demais nas coisas e no fim das contas sempre saio pior do que entrei.

:(

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