12 de abril de 2010

Budapeste, Chico Buarque




O livro “Budapeste” de Chico Buarque mostra muitos aspectos de um homem que vive segundo seus impulsos, seu personagem José Costa (Zsozé Kósta, em húngaro) é um ghost-writer - um tipo de escritor que escreve para que outros assinem como artigos de jornal, discursos de autoridades, etc. - que tem sua empresa especializada em fornecer tais textos aos clientes, casado com Vanda, uma famosa jornalista, com quem teve um filho num momento que estava despojado de amor próprio. Entre crises em seu casamento faz uma viagem para um congresso de ghost-writer em Istambul, mas por causa de alguns contratempos acaba em Budapeste, gostou tanto da cidade que resolveu voltar é onde então conhece Kriska, com quem logo começa a se relacionar, porém volta ao Rio de Janeiro, onde procura por Vanda que está feliz com seu novo emprego num telejornal. José Costa é um homem impulsivo que perde o rumo da vida, e se encontra dividido entre o amor de duas mulheres, entre duas nações distintas, entre duas línguas diferentes. Chico trabalha com um interessante jogo no tempo e na mente, onde presente e futuro se confundem e devaneios e realidade se misturam, com um requinte que só o autor possui, brinca com a língua húngara e portuguesa.

Algo que me chamou muito a atenção é a essência do personagem José Costa, que sem saber ao certo o que deseja do futuro, acaba jogando fora tudo o que possui no presente.

Budapeste foi o quarto livro escrito pelo cantor, compositor, poeta, contista e romancista Chico Buarque de Holanda.

Em 2009, Budapeste chega aos cinemas pelas mãos de Walter Carvalho, traz em seu elenco atores como Giovanna Antonelli, Leonardo Medeiros e a húngara Gabriela Hámori, com locações no Rio e em Budapeste.


Confira o trailer do filme:



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